Ingênuo fui
Com muita sede ao teu pote
Implorar uma mordida da tua exuberante maçã
Porque embora não percebas
Está exposta em tua janela
Com o sorriso brilhante das violetas
Como serpente de fumegante aroma
Afinal!
De que serve a mim o meu paladar?
Seria muito lhe oferecer
Uma empada de bananas?
Afinal como posso saber
Onde inicia o estalo da tua língua
Se não abocanhares por inteiro?
continua
continuação
Envergonhado
Consultei então a soberana madrinha
Que comanda o chá das doze senhoras
E descobri na mesa das painas
Que as guloseimas são bem vindas
Pois são sábias as fadas
Com mais de setenta nas artes
E acolhem o lobo mau
Com serelepes desejos
Então quem és tu?
Para me acusar de paquidermia
Se ainda estás no km 40
Metade da avenida da vida
Pois quando chegares
Ao teu destino
Saberás como luz de divina sabedoria
Que eu caminho entre bolhas
De saponáceo arco íris
Distribuindo beijos sem feri-las
E revelo agora, sem o rubor das romãs
Com um sorriso voraz de menino
Gosto do teu pinhé...pinhé
Crente
O pastor de olhar Dízimo
Ameaçava
Infiéis!
Saibam que o meu Deus [dele]
Vê
Até formiguinha preta
Em noite escura
Caminhando em mármore negro
Eu de joelhos
Com minha linguaça
De tamanduá infravermelho
Lambia os beiços
Noti CIA
Democra CIA
Inteligen CIA
Cien CIA
Pacien CIA
Ignoran CIA
Militan CIA
Conscien CIA
Ufa!
Só a Melan CIA [vermelha por dentro]
Fugiu do laboratório transgênico
Será que tudo isso
Foi planejado
Por aquela agen CIA
![]() | |||
| |
|||
![]() | |||
![]() | |||
|
|||