alienígeno

 

letrívoro que sou

comi todos os poemas do passado

degustando em estertores

a poesia farta do presente

em essas delícias

 

assim adoecido

acalento uma sedução amorosa de liquens

em riachos de vogais e consoantes

com substancias pensamentais

fazendo nicho no útero ninho

 

para lá de nove séculos

aguardo em gestação

todas as possibilidades explosivas

deste coito universal

 

quem sabe

um alien de benevolências escritas

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