poema de dezembro

 

acho que andei achando errado

que sou

arquiteturas de idéias sobre idéias

quis até cravar no cerne dos alicerces

um cimento que segurasse os pés ao profundo

uma argamassa que recobrisse as frestas do espanto

 

mas nada me calou a boca

e não cega nunca aos meus olhos flamejantes de vazios

a quebra do padrão

nada parece que suporta ereto por mais de um segundo

sou mais desconstrução

desarquiteto de demolição

e a minha megalópole é essa que voa

 

olha a estação doida no tempo espacial que me vem agora

só sei do aço esse fabricado de imagens em ação

ontem mesmo vi passando pelos céus

bolhas de indagações dos poetas antigos

nada preso a estacas

e fiquei ali ao pé da estrada pedindo carona

quem quiser que embarque comigo

e tente segurar em pés sem rimas

as novas tempestades

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