tripartiu-se

 

O sorriso cansado. Descolado para traz. Confortavelmente assentado no fundo falso do pensamento.

Refletia a fina película da porcelana acumulada. Esgar ridículo. Palhaço insonso. Espelho de reflexos tristes.

 

Pois não!

Pois não!

A dissimulada reverência siamesa. Um dia haveria de cair. E.

 

Ao cair do sol

 

Tripartiu-se

 

O corpo lá

A alma ali

E alguns sentimentos espalhados aqui e acolá

 

Outra coisa agora

Arte disforme. Caos de dupla face

Só possível a perceber-se em cacos

Mas... 

Finalmente amanheceu o girassol alegre

Acho que gaiolas todas abertas a sorrir

Pássaros amanhecidos de alegrias cantantes

Em dias assim límpidos de horizontes próximos

 

Um sorriso de vitrais no mosaico

Aprendiz da flor que oferece a face de leste a oeste

 

Creio que fui longe demais

Agora

Só eu sei onde estou

 

Amigos, amados e outros aflitos.

Gritam!

[...] volte!

 

E eu não vou.

 

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